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Em comemoração ao centenário de nascimento de
Enrique José Pichon-Rivière (1907-1977)
,
lançada sua biografia em São Paulo, pela Casa do Psicólogo.

Seguir a aventura com Enrique José Pichon-Rivière:
uma biografia




Autores:

Marco Aurélio Fernandez Velloso
Marilucia Melo Meireles

Editora:

Casa do Psicólogo, São Paulo.
ISBN: 8573965916
ISBN-13: 9788573965919
Brochura
1ª Edição - 2007, 283 p.
Dimensão: 21x 28 cm.

 

Capa de Ariel Severino

 

Sobre os autores

Marco Aurélio Fernandez Velloso é filósofo pela UFMG, psicanalista e analista institucional. Traduziu o livro O Processo Grupal e fez a revisão técnica de Teoria do Vínculo, ambos de autoria de Enrique Pichon-Rivière e publicados pela Martins Fontes.

Marilucia Melo Meireles é psicanalista, membro do departamento de psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae, mestre em psicologia clínica pela USP, doutoranda em psicologia social pela USP. É autora do livro Anomia, publicado pela Casa do Psicólogo.



Breve resenha:

Enrique José Pichon-Rivière (1907-1977) nasceu em Genebra, Suiça, e aos três anos de idade imigrou com a família para a Argentina.

Pioneiro da psicanálise na América Latina, foi um dos fundadores da Associação Psicanalítica Argentina e criou a psicologia social operativa e a técnica dos grupos operativos.

Junto com Arminda Aberastury (1910-1972), sua primeira esposa, contribuiu para a divulgação das teorias de Melanie Klein (1882-1960). Amigo pessoal de Lacan (1901-1980), sem nunca ter sido lacaniano, foi, no entanto, o responsável pela introdução de seu pensamento na Argentina.

Teve uma vida rica de aventuras e acontecimentos significativos para a história da psicanálise e da psiquiatria. Sua influência teórica e sua prática clinica, embora muitas vezes silenciada, é indispensável para a compreensão do pensamento psicanalítico no nosso continente.

Este livro trata desta biografia. Foi escrito visando alcançar tanto o leitor que inicia seus estudos no campo da psicanálise e da psicologia social, quanto profissionais que se interessam no aprofundamento de questões latentes da história do movimento psicanálitico latino-americano.

De um modo abarcativo, acompanha o percurso da vida de Pichon-Rivière e, ao mesmo tempo, recupera os contextos históricos dentro dos quais eles ocorreram.

Registra de forma curiosa sua figura poética, bem humorada, galhofeira, boêmia, de amante do tango e do jazz, assim como os eventos trágicos que marcaram sua existência.

Há um capítulo dedicado ao encontro de Pichon com o surrealismo, com destaque para o seu precursor, o Conde de Lautréamont, o franco-uruguaio Isidore Ducasse (1846-1870).

O livro tem prólogo de Horácio Etchegoyen (1919), além de três anexos com testemunhos de Salomón Resnik (1919), Samuel Arbiser e entrevista com Maurício Knobel (1922-2008).

Ao final, além de extensa bibliografia, traz um conjunto de dez índices temáticos de referência que facilitam extraordinariamente a pesquisa.


Extrato do Prólogo de R. Horácio Etchegoyen

Nada é mais difícil do que escrever uma biografia. Necessita-se de informação, cultura e perspectiva; mas, também, e aqui está o principal obstáculo, há que ter entusiasmo e objetividade, duas virtudes que, por definição, não caminham juntas. Sem entusiasmo, o biógrafo não pode se meter dentro do personagem; sem objetividade, perde a distância e não atina como sair de onde se meteu.
O problema se complica ainda mais se o estudo se refere a alguém que é, ao mesmo tempo, brilhante, sedutor e criativo, além de contraditório e surpreendente, como Enrique Pichon-Rivière.
O livro que estou comentando resolve este dilema com uma grande solvência. Mostra-se como a obra alcançada por dois reconhecidos especialistas em psicologia social.
Os autores souberam recolher os dados dispersos de uma vida rica e complicada e os expõem equanimemente, sempre no marco do contexto social e político em que tiveram lugar, com cuidadoso equilíbrio. Uma tese principal deste livro é sustentar consistentemente a dialética entre o protagonista e seu meio histórico-social. Na verdade o cumprem de forma acabada.
Um mérito marcante deste livro é seguir fielmente a complexa trajetória de Enrique Pichon-Rivière desde seu nascimento e, ainda antes, a de seus pais, até o triste momento de sua morte em Buenos Aires aos setenta anos, em 1977.
O livro de Marco Aurélio e Marilucia é um grande esforço e um grande documento, cheio de sabedoria e com uma bibliografia cuidadosa e notavelmente completa, exaustiva.
Merece ser lido, discutido e pensado. Recupera a vida de um grande homem com suas luzes e suas sombras. Lê-lo foi para mim uma enorme experiência de reflexão, de recordação.

Onde você encontra o livro
Editora
Livrarias virtuais
do Rio de Janeiro
de São Paulo
da Europa
LivrariaCultura



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