A marca deste final de século é a aceleração
dos processos de mudança em escala global. Seu impacto recai
sobre indivíduos, grupos, instituições, comunidades,
países. Ninguém é isento de suas conseqüências:
como um vendaval, penetra os recônditos mais protegidos de nossas
vidas.
Essa força imperativa dos processos de mudança - essa
capacidade de envolver-nos sem levar em conta nossa vontade - acrescida
da sensação de incerteza e de perda de controle que eles
provocam, faz o novo que prometem, no momento primeiro, e apesar de
desejado, aparecer-nos mais como ameaça do que como esperança.
Há duas posturas básicas diante da mudança: a dos
bárbaros e a dos civilizadores.
Os bárbaros se incorporam aos processos de mudança com
visão de curto prazo, de forma oportunista, procurando tirar
vantagens imediatas e pouco se importando com o amanhã. Destroem
mais do que constroem. Destroem sem saber porquê ou para quê,
constroem sem aspirar perpetuidade. Não têm noção
de História, não se importam com a memória que
deles se guardará, no futuro.
Os civilizadores vêem nos processos de mudança a oportunidade
de construir o futuro: um futuro melhor, mais íntegro, com maiores
oportunidades de realização das potencialidades humanas.
Sabem que, apesar desta impressão inicial de descontrole, processos
de mudança podem e devem ser administrados. Sabem que futuro
é questão de competência, de capacidade de antecipação,
de integração de múltiplos recursos, tanto naturais
quanto, principalmente, aqueles que resultam da capacidade criativa,
da inteligência e da força inovadora do espírito
humano.
Sabem, acima de tudo, que não há construções
consistentes sem relações sólidas entre pessoas.
Nós, do InterPsic, nos posicionamos entre os civilizadores.
Porque não se trata de mudar por mudar: isso não faz sentido.
Mudar, para valer - no plano individual, grupal, institucional ou comunitário,
tanto faz - é assumir uma postura de mútua modificação
com o meio no qual estamos inseridos.
Falando de outro modo: mudar é assumir uma atitude de liderança,
a partir da qual possamos não só responder aos novos estímulos
que o ambiente nos traz, mas, também, exercer influência
sobre o curso dos acontecimentos dos quais participamos.
Isso exige, ao mesmo tempo, ousadia e consistência.
Ousadia, porque o novo é, por pressuposto, incerto, desconhecido,
imponderável. Por isso é preciso ousar para criá-lo
e construí-lo, numa via de mão dupla, no intenso e inexorável
interjogo com o mundo no qual vivemos.
Na verdade, não ousa mudar o mundo quem não se dispõe
a mudar a si próprio, e não ousa mudar a si mesmo quem
não se propõe a mudar o mundo. Consistência, porque
o novo, de uma parte, não pode e não deve ignorar o passado,
e, de outra, precisa ser construído de forma sólida, com
visão de longo prazo. Consistência, também, porque
a construção do novo exige capacidade de lidar, de modo
integrado, com o complexo, o complicado, o multifacetado.
No InterPsic, nos propomos consistência e ousadia no lidar com
processos de mudança. Por isso adotamos, já no nome, uma
postura interdisciplinar: mais do que isso, assumimos uma atitude transdisciplinar,
sabendo que o mundo contemporâneo exige capacidade de integração
de conhecimentos, habilidades e potencialidades os mais variados e surpreendentes.
Mas, sobretudo, sabendo que o que é decisivo, divisor de águas
entre sucesso e fracasso, é o fator humano.
É a partir da qualidade das pessoas, e dos vínculos entre
elas, que se constrói o que de fato perdura.
|
|
Perfil
|
Faça o download do Perfil do InterPsic.
Arquivo em .pdf com 10 Mb.

|
|
|
| Adobe
Acrobat
|
Para ler os arquivos .pdf, faça download
do Adobe Acrobat Reader (freeware).
|
|
|
|